quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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23º Circuito TUSP de Teatro leva três peças gratuitas ao Campus da USP em Bauru

23º Circuito TUSP de Teatro leva três peças gratuitas ao Campus da USP em Bauru
Apresentações do Circuito TUSP de Teatro acontecem no Teatro Universitário da FOB-USP, em Bauru. Reprodução/dbtv.com.br—📸 Fonte da imagem: dbtv.com.br [(clique aqui para ver a matéria lá)]

O Campus da USP em Bauru recebe, de 16 a 18 de outubro, o 23º Circuito TUSP de Teatro. O evento é uma promoção conjunta do TUSP – Teatro da USP e da Prefeitura do Campus USP de Bauru (PUSP-B), com organização e realização do Centro Cultural da USP e apoio da Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB-USP).

As apresentações são gratuitas e abertas à comunidade em geral. Elas acontecem sempre às 19h, no Teatro Universitário da FOB-USP. Embora a entrada seja franca, a comissão organizadora pede a doação de 1 litro de leite, que será entregue a instituições sociais de Bauru.

Programação

Dia 16/10 (sexta-feira), às 19h – “Las Neuronas”

O espetáculo parte da ideia de que a realidade é aquilo em que prestamos atenção. A proposta é olhar para si mesmo com humor, por meio do teatro e de seus dispositivos presenciais e lúdicos, íntimos e coletivos.

A peça é original, com dramaturgia de Cristiane Zuan Esteves, baseada na obra e na pesquisa da neurocientista espanhola Nazareth Castellanos. No trabalho, experimentos de neurociência são recriados em cena com a participação do público e de forma bem-humorada, para pensar a consciência e a presença, com base em depoimentos e dados científicos.

O texto parte de estudos e experimentos sobre os sistemas de regulação e sincronização dos neurônios no cérebro, influenciados e determinados por vários sistemas do corpo. É um convite ao público para tomar posse de sua mente e de seu corpo e observar a própria atenção. A montagem também questiona como nos organizamos em meio ao regime crescente e constante das telas, redes e demais dispositivos de informação, e de que forma somos arrastados para comportamentos que ameaçam a democracia, nossas vidas ou o planeta.

O grupo responsável é o OPOVOEMPÉ, companhia paulistana com 20 anos de existência e trajetória nacional e internacional. O grupo se dedica a questões contemporâneas em dramaturgias próprias e em formatos variados, como espetáculos teatrais, ações no espaço público e dinâmicas relacionais.

A companhia já realizou criações em países como Croácia, Alemanha e Dinamarca, foi indicada ao Prêmio Governador do Estado por sua pesquisa e contemplada duas vezes com o Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo, entre outras conquistas. Diversos pesquisadores e acadêmicos já estudaram o trabalho do grupo em livros, artigos e teses.

Dia 17/10 (sábado), às 19h – “Chernobyl”

A peça relembra o dia 26 de abril de 1986, quando, à 1h23min58seg, uma série de explosões destruiu o reator e o prédio do quarto bloco da Central Elétrica Atômica de Chernobyl, próxima à cidade de Pripyat, na Ucrânia. Em meio ao caos, milhares de pessoas são obrigadas a deixar suas casas, abandonando bens e histórias.

Na trama, uma boneca chamada Antonia acompanha e compartilha o sofrimento de sua família: a menina Hanna, seu irmão Michael, a mãe Elena e o pai Igor, obrigados a enfrentar os efeitos devastadores do maior desastre nuclear da história.

A peça estreou em setembro de 2019 na Sala Beta do SESC Consolação, na cidade de São Paulo. Depois, cumpriu temporada gratuita na Oficina Cultural Oswald de Andrade em dezembro de 2019. Recebeu boas críticas e artigos de jornalistas especializados, com apresentações lotadas em todas as temporadas.

Participou do projeto #emcasacomsesc com apresentação em outubro de 2020, transmitida ao vivo diretamente do Sesc Santana. Em abril de 2021, foi selecionada para o 1º Festival Paulista de Jogos Teatrais, que aconteceu em versão online.

O espetáculo venceu o Proac Circulação 2021 no estado de São Paulo e cumpriu turnê no primeiro semestre de 2022 pelas cidades de Pindamonhangaba, Garça, São Bernardo do Campo, Espírito Santo do Pinhal e Praia Grande. Também se apresentou no Teatro Aliança Francesa em 26 e 27 de abril de 2022, em homenagem às vítimas no aniversário de 36 anos da tragédia. Foi ainda convidada pelo SESC São José do Rio Preto para se apresentar em maio e pelo colégio Santa Maria em junho, ambos em 2022.

A peça foi indicada a prêmios: APCA na categoria Melhor direção, para Bruno Perillo; e em 5 categorias do Prêmio Aplauso Brasil: Melhor direção, para Bruno Perillo; Melhor espetáculo independente, sob produção de Anayan Moretto; Melhor elenco, para Carolina Haddad, Joana Dória, Manuela Afonso e Nicole Cordery; Melhor iluminação, para Grissel Pinguillem; e Melhor figurino, para Chris Aizner.

Dia 18 de outubro (domingo), às 19h – “Medea depois do sol”

A peça acompanha uma mulher, Medea, que, tendo cometido filicídio, avança a bordo de Marus, uma embarcação especial, rumo à sua terra de origem, Yewá. A navegação é também uma jornada de revisão sobre sua condição de mulher oprimida pelo desleal conquistador Nassár.

Nesse retorno à gênese, Medea evoca um coro de mulheres barqueiras, as Marinhas, vozes que viajam com ela, fortalecem o coletivo para a luta e a preparam para a reconciliação com Hélsius, o acendedor de Sóis, seu avô, em busca de um mundo reinventado.

O texto é inédito na dramaturgia feminista de Luciana Lyra. À luz da mítica grega, Medea aporta na América Latina e nos canaviais de Pernambuco dos tempos coloniais para tratar da violência de gênero como trauma social, tema indissociável da tragédia de Medea, símbolo da maternidade em seu limite mais extremo, o filicídio.

A peça traz Lyra no papel título, com participação da atriz e musicista Lisi Andrade, além da direção de Ana Cecília Costa e Katia Daher.

Com sua investigação de doutorado em artes na Unicamp, iniciada em 2007 e defendida em 2011, Luciana Lyra inaugurou um encontro marcante e inédito com o teatro produzido pelas mulheres da Zona da Mata Norte de Pernambuco, conhecidas como as Heroínas de Tejucupapo. Elas remontam a um episódio colonial de 1646, quando um grupo de mulheres, em defesa da terra, expulsou soldados holandeses nesse mesmo lugarejo, desenhando uma das primeiras ações protofeministas em solo nacional.

FONTES: Fonte 1: https://dbtv.com.br/campus-da-usp-em-bauru-sedia-o-23o-circuito-tusp-de-teatro/

Fonte 2: https://96fmbauru.com.br/23o-circuito-tusp-de-teatro-acontece-em-bauru-de-16-a-18-de-outubro

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