Os servidores municipais de Bauru decidiram paralisar as aulas emergencialmente nesta terça-feira (6) na Escola Municipal de Ensino Infantil Integral (Emeii) Etelvina de Araújo Almeida, localizada na Vila Garcia. A paralisação ocorre em protesto contra diversos episódios de violência verbal, invasões e a sensação de insegurança que atinge os trabalhadores da unidade.
Segundo apurou o JC/JCNET, há bastante tempo os trabalhadores lidam com um aluno que apresenta muita indisciplina, além da mãe dele, que é agressiva com os funcionários. Uma professora relatou que a mulher já invadiu a escola mesmo com uma medida protetiva contra ela e machucou o punho de outra docente, que precisou procurar atendimento médico.
“O que a gente pede é que esse aluno seja transferido para outra unidade de ensino próxima de sua casa. Vaga nós sabemos que temos. Só precisamos que a Secretaria de Educação resolva isso e traga paz e segurança para nós exercermos a nossa profissão. Não aguentamos mais", desabafou uma das docentes da Emeii Etelvina.”
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No portão de entrada da escola, diversos cartazes chamam a atenção para a necessidade de mais proteção para que os profissionais possam educar. O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Bauru e Região (Sinserm) acompanha o caso no local.
Em nota, o Sinserm reforçou o discurso dos professores e acrescentou que a situação teve início após uma agressão contra a diretora da unidade, episódio que resultou no primeiro registro de boletim de ocorrência (BO) e na adoção de medidas judiciais. "Posteriormente, ainda de acordo com os relatos encaminhados ao Sindicato, uma professora também teria sido agredida dentro da escola, sofrendo uma torção no braço. Mesmo após as providências adotadas, os servidores relatam que os problemas persistem e afirmam trabalhar sob constante sensação de insegurança e temor de novos episódios de violência", diz um trecho da nota.
Ainda segundo o Sinserm, a situação já foi levada à Secretaria Municipal da Educação e também comunicada ao Ministério Público. "Diante da ausência, até o momento, de uma solução capaz de restabelecer a segurança no ambiente escolar, os trabalhadores decidiram pela paralisação", finaliza o texto do sindicato.
NOTA DA PREFEITURA
A Secretaria de Educação informou à reportagem que os pais e responsáveis pelos alunos estão sendo orientados pela equipe escolar sobre a situação e o atendimento na unidade. "A mobilização ocorre após episódios envolvendo a mãe de um aluno, que teria agredido a diretora da escola e também se envolvido em agressões contra professores. Diante dos fatos, a diretora adotou as medidas judiciais cabíveis, solicitando uma medida cautelar, e a Secretaria Municipal da Educação acompanha o caso e vem tomando todas as providências que estão dentro das atribuições legais do município", diz parte do texto.
O posicionamento segue: "a Prefeitura ressalta que qualquer medida precisa ser adotada dentro dos limites da lei e das competências do município. Por isso, os órgãos competentes foram acionados para avaliar o caso e definir quais providências podem ser tomadas. A situação já foi levada à Polícia Militar e ao Ministério Público e também comunicada ao Sindicato dos Servidores Municipais. A Prefeitura segue acompanhando a situação, com prioridade para a segurança dos servidores, alunos e famílias e para o restabelecimento das atividades na unidade", finaliza a nota da Educação.
Entenda os termos:
- Medida protetiva: decisão judicial que impõe restrições a alguém para proteger outra pessoa.
- Boletim de ocorrência (BO): registro oficial de um fato na polícia.
- Medida cautelar: providência judicial urgente para evitar danos enquanto o caso é analisado.
A paralisação na Emeii Etelvina de Araújo Almeida expõe a preocupação com a segurança nas escolas municipais de Bauru e a necessidade de respostas rápidas das autoridades para garantir um ambiente adequado de trabalho e aprendizado.
