A Escola Municipal de Ensino Infantil Integral (Emeii) Etelvina de Araújo Almeida, na Vila Garcia, em Bauru (SP), chegou nesta quarta-feira (7) ao segundo dia consecutivo com as aulas paralisadas. O motivo é o conflito entre professoras e uma das mães de aluno da unidade. A paralisação começou na terça-feira (6), quando mais de 30 funcionários e professores aderiram ao protesto e exibiram cartazes pedindo mais respeito e segurança.
O caso exigiu a intervenção da Promotoria de Justiça da Infância e da Juventude de Bauru, que fará uma audiência de intermediação às 14h desta quarta-feira (7). Participam do encontro o promotor Lucas Pimentel de Oliveira, representantes da Secretaria Municipal de Educação, a diretora da Emeii e a mãe apontada pelos servidores como responsável pela conduta que deu origem ao conflito. O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Bauru e Região (Sinserm) acompanhou o segundo dia de paralisação e estará presente na audiência.
Segundo os servidores, a mulher frequenta a escola há cerca de cinco meses para xingar os professores. Ela tentou agredir a diretora e, mais recentemente, torceu o braço de uma professora. A equipe também relata que o filho da mulher apresenta comportamento agressivo, o que tem gerado insegurança para continuar ministrando as aulas. Os profissionais refutam a acusação de que existem maus-tratos na unidade e afirmam que o serviço é feito com muito amor e excelência para todas as crianças, sem distinção. Uma das professoras, inclusive, já teve seus filhos matriculados na Emeii Etelvina.
Entre as reivindicações dos servidores está a transferência do menino, não por causa dele, mas pela conduta de sua mãe no dia a dia. Existem duas escolas próximas daquela região: uma no Jardim Godoy e uma no Núcleo Gasparini.
Durante a conversa da reportagem com os servidores, uma mãe de aluno pediu oportunidade de falar. Ela elogiou a estrutura da escola e o trabalho dos servidores, mas contou que transferiu seu filho de 5 anos para outra escola devido à quantidade de brigas e discussões que, segundo ela, foram geradas pela mãe envolvida no imbróglio. Procurada novamente nesta quarta-feira (7), a mãe do menino afirmou que não vai transferir o filho: "Eu moro há duas quadras da escola. Tenho dois filhos estudando nela. Não vou transferir".
Existem acusações e registros de boletins de ocorrência (BOs) de ambos os lados: educadores e a mãe de aluno. O caso também é apurado pela Polícia Civil. Um discurso foi unânime entre os envolvidos: a Secretaria de Educação estava ciente do problema há meses e não interveio antes que a situação chegasse ao ápice do conflito e à paralisação das aulas por dois dias consecutivos.
Tanto a Emeii quanto o Sinserm garantem que todos os dias sem aulas serão repostos em uma data futura, seja em outubro ou em novembro.
Por meio de nota, a Secretaria Municipal da Educação informou que atua junto ao Ministério Público para tratar da situação envolvendo a Emeii Etelvina, buscando conjuntamente uma solução que garanta a segurança da comunidade escolar e permita a retomada das atividades na unidade.
Entenda os termos:
- Promotoria de Justiça da Infância e da Juventude: órgão do Ministério Público que atua na defesa dos direitos de crianças e adolescentes.
- Audiência de intermediação: encontro conduzido pelo promotor para tentar um acordo entre as partes envolvidas.
- Boletim de ocorrência (BO): registro oficial de um fato na delegacia de polícia.
- Sinserm: Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Bauru e Região.
FONTES: Fonte 1: https://g1.globo.com/sp/bauru-marilia/noticia/2026/10/06/professores-e-funcionarios-de-emeii-paralisam-atividades-apos-agressoes-e-ameacas-de-mae-de-aluno-em-bauru.ghtml
Fonte 2: https://96fmbauru.com.br/emeii-chega-a-dois-dias-sem-aulas-e-promotoria-chama-as-partes
