quinta-feira, 5 de novembro de 2026
Segurança· ⏱ 2 minutos de leitura

Suspeito cancelou corridas com homens antes de matar motorista de aplicativo, diz polícia

Suspeito cancelou corridas com homens antes de matar motorista de aplicativo, diz polícia
Corpo de Pâmela Letícia Nolastro Cunha foi encontrado em área rural de Piratininga (SP). Reprodução/g1 Bauru e Marília—📸 Fonte da imagem: g1 Bauru e Marília [(clique aqui para ver a matéria lá)]

A Polícia Civil de Bauru pediu à Justiça a prorrogação, por mais 30 dias, da prisão temporária de João Vitor de Andrade Lima, de 23 anos, suspeito de matar a motorista de aplicativo Pâmela Letícia Nolastro Cunha, de 29 anos. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (4).

Segundo a investigação, dados enviados pela Uber à polícia mostram que o suspeito cancelou três chamadas de viagens que seriam feitas por motoristas homens antes de aceitar a corrida com Pâmela. O registro consta no histórico de solicitações feitas pelo investigado no dia do crime.

Em depoimento, João Vitor confessou o assassinato e disse que agiu para roubar o carro da vítima. Ele afirmou que pretendia repassar o veículo a traficantes como "moeda de troca" para o transporte de drogas no Paraguai, pelo valor de R$ 2 mil.

O crime aconteceu no dia 7 de outubro. Pâmela desapareceu após aceitar uma corrida que partiu do Jardim Redentor, em Bauru, com destino à região do Museu do Café, em Piratininga (SP). Câmeras de segurança registraram o momento em que o suspeito atravessou a Avenida Rafael Pereira Martini e entrou no veículo da motorista.

Mensagens enviadas por ela em um aplicativo de conversas mostraram que o passageiro estava com dificuldades para pagar a viagem e indicaram a localização aproximada onde ela se encontrava. O corpo de Pâmela foi localizado no dia seguinte, 8 de outubro, em uma estrada de terra na área rural de Piratininga, com marcas de facadas. O carro foi encontrado abandonado no mesmo dia, no Jardim Redentor, com manchas de sangue no interior.

A faca usada no crime foi apreendida pelas equipes da 3ª Delegacia de Homicídios da Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic). Inicialmente, o suspeito negou participação direta, mas confessou o crime após ser confrontado com as imagens de monitoramento. O caso segue sob investigação como latrocínio, que é o roubo seguido de morte.

O suspeito está preso desde o dia 8 de outubro. A prisão temporária é uma medida usada durante a investigação, com prazo definido, e pode ser prorrogada pela Justiça. A polícia agora aguarda a decisão sobre o pedido de extensão por mais 30 dias.

O caso teve grande repercussão em Bauru e região, com motoristas de aplicativo fazendo homenagens à colega. A morte de Pâmela levantou discussões sobre a segurança dos profissionais que trabalham com transporte por aplicativo, especialmente em corridas para áreas mais afastadas.

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