quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Audiência de custódia mantém presos sete investigados pelo Gaeco em Bauru

Atenção: esta matéria foi publicada há mais de 30 dias e reflete as informações disponíveis naquela data. A situação das pessoas citadas pode ter mudado. Para pedir atualização ou remoção, clique aqui.

Audiência de custódia mantém presos sete investigados pelo Gaeco em Bauru
Tribunal de Justiça de São Paulo manteve as prisões temporárias após audiências de custódia (Foto: Divulgação)—📸 Fonte da imagem: 96FM Bauru [(clique aqui para ver a matéria lá)]

As audiências de custódia realizadas na quarta-feira (9) e na quinta-feira (10) terminaram com a manutenção da prisão de todas as pessoas detidas pela operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo, em Bauru.

Segundo a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), as audiências não apontaram irregularidades no cumprimento dos mandados de prisão temporária expedidos pela Justiça. Sem falhas identificadas, não houve motivo, nessa etapa, para o relaxamento das prisões.

Confira quem são os investigados que permanecem presos:

  • Hamilton Libório Agle, presidente da Estre Ambiental;
  • Talita de Andrade Soares Chieregatti, funcionária da Estre;
  • Vitor João de Freitas Costa, ex-secretário de Negócios Jurídicos;
  • Cilene Bordezan, ex-secretária de Meio Ambiente;
  • Sara Moura de Jesus, ex-secretária-adjunta de Meio Ambiente de Bauru;
  • Gisele Moreti, presidente da Associação dos Catadores de Materiais Recicláveis de Bauru e Região (Ascam);
  • Valdomiro Pereira da Silva Filho, marido de Gisele Moreti.

“De acordo com o Tribunal de Justiça, as audiências tiveram a finalidade específica de verificar as condições e a regularidade do cumprimento das ordens judiciais de prisão. O órgão explica que "as audiências de custódia não representam uma análise do mérito das acusações investigadas pelo Ministério Público”

96fmbauru.com.br

A defesa de Cilene Bordezan pede a conversão da prisão em regime fechado para prisão domiciliar. O pedido foi encaminhado pela Justiça para manifestação do Gaeco antes da decisão final sobre o caso.

As prisões ocorreram no âmbito da operação deflagrada na manhã de quarta-feira (9) pelo Gaeco, que investiga suspeitas de inúmeras irregularidades envolvendo contratos e serviços relacionados à limpeza pública e à gestão de resíduos sólidos em Bauru.

A investigação apura um suposto esquema relacionado à concessão dos serviços de resíduos sólidos do município, a chamada PPP do Lixo. A apuração envolve suspeitas de favorecimento e irregularidades em procedimentos administrativos e contratações realizadas pelo poder público. A concessão estava em fase de publicação de edital de licitação.

Durante a operação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão e de prisão contra pessoas apontadas como integrantes ou relacionadas ao esquema investigado. O caso tem como um dos pontos centrais a concessão dos serviços de resíduos sólidos, área que envolve a coleta, o transporte, o tratamento e a destinação do lixo produzido no município.

Os investigadores procuram esclarecer se houve direcionamento ou outras práticas ilícitas na condução dos procedimentos e na relação entre agentes públicos e empresas privadas.

A operação provocou forte repercussão política em Bauru, especialmente pela prisão de integrantes do primeiro escalão do governo municipal. A Prefeitura e os envolvidos deverão se manifestar sobre as acusações no curso da investigação.

A manutenção das prisões após as audiências de custódia, contudo, não significa antecipação de culpa. Os investigados permanecem submetidos ao processo de investigação e têm assegurado o direito à defesa e ao contraditório.

Para Bauru, o desdobramento da operação do Gaeco atinge diretamente a área responsável pela limpeza pública e pela destinação do lixo, serviço essencial para a cidade e que estava prestes a entrar em uma nova etapa de licitação. A prisão de integrantes do primeiro escalão do governo municipal e de empresários ligados ao setor aumenta a pressão sobre a gestão pública e coloca o município no centro de um processo que pode rediscutir a forma como os resíduos sólidos são tratados na cidade, com reflexos na rotina dos moradores e nos contratos que envolvem recursos públicos.

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