quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Bariri demite por justa causa servidoras suspeitas de agredir criança em creche

Bariri demite por justa causa servidoras suspeitas de agredir criança em creche
Fachada de creche municipal em Bariri, onde servidoras foram demitidas após apuração de agressões. Foto: Noticiantes Centro-Oeste Paulista/Reprodução—📸 Fonte da imagem: 96FM [(clique aqui para ver a matéria lá)]

A Prefeitura de Bariri, cidade a 56 quilômetros de Bauru, demitiu por justa causa nesta segunda-feira (19) uma auxiliar de desenvolvimento infantil e uma cuidadora suspeitas de agredirem uma criança de dois anos na creche Professora Nelly Chidid, no Jardim Panorama. As agressões teriam ocorrido no início deste ano. As duas chegaram a ser presas durante a investigação, mas respondem pelo crime em liberdade.

A demissão foi decidida após a conclusão de um processo administrativo aberto para apurar a denúncia de maus-tratos contra um aluno. O procedimento foi conduzido por uma comissão processante formada por servidores efetivos da prefeitura e constatou que houve agressões praticadas pelas duas servidoras.

Uma terceira servidora, também auxiliar de desenvolvimento infantil, foi afastada por 30 dias por omissão. Segundo a administração municipal, ela poderia ter agido para evitar as agressões.

“Em nota, o Executivo afirmou que as medidas foram tomadas assim que a comissão concluiu os trabalhos. "A prefeitura reafirma seu compromisso com a proteção, a segurança e o respeito às crianças atendidas pela rede municipal e segue à disposição para prestar esclarecimentos”

96fmbauru.com.br

Prisão durante a investigação

No dia 7 de maio, o Ministério Público (MP), órgão que atua na defesa da lei e dos interesses da sociedade, efetuou a prisão temporária das três professoras investigadas. A prisão temporária é uma medida usada durante a investigação, com prazo definido, e foi pedida pela Promotoria de Justiça de Bariri em uma medida cautelar, ou seja, uma decisão urgente para proteger o andamento do caso. A operação teve apoio da Polícia Militar (PM).

As apurações começaram depois que o MP recebeu informações sobre lesões que apareciam com frequência em uma criança de 2 anos que estuda na unidade municipal. Também foram relatadas mudanças de comportamento consideradas compatíveis com situações de sofrimento físico e emocional.

De acordo com o MP, a investigação reuniu depoimentos, fotografias das marcas identificadas no corpo da vítima e imagens captadas pelo sistema de monitoramento da escola. O promotor Nelson Febraio afirmou que os elementos colhidos indicam, em tese, agressões físicas repetidas, contenções abusivas e até estímulo à violência entre as próprias crianças. O pedido de prisão foi feito diante da gravidade dos fatos e da necessidade de preservar provas e garantir o prosseguimento das investigações.

Câmeras registraram agressão

As agressões vieram à tona no final de abril. Imagens das câmeras de segurança da creche teriam registrado a agressão. Segundo relatos de pessoas que tiveram acesso ao vídeo, considerado forte, uma monitora aparece ao lado de pelo menos duas auxiliares de desenvolvimento infantil (ADIs) enquanto o menino é agredido com tapas.

Diante da gravidade do caso, a Prefeitura de Bariri abriu uma sindicância interna, procedimento administrativo para apurar os fatos, e determinou o afastamento imediato das três funcionárias.

Entenda os termos:

  • Demissão por justa causa: dispensa do servidor ou empregado quando há falta grave comprovada em processo administrativo.
  • Processo administrativo: procedimento interno do órgão público para apurar conduta de servidores, com prazo e regras próprias.
  • Prisão temporária: prisão usada durante a investigação, com prazo definido em lei.
  • Medida cautelar: decisão judicial urgente para evitar que a investigação seja prejudicada.
  • Sindicância: apuração interna mais simples, feita pelo próprio órgão, para esclarecer os fatos.

O caso de Bariri acompanha a discussão sobre a fiscalização e a segurança nas creches municipais da região. A cidade vizinha de Bauru, que mantém rede própria de ensino infantil, tem no episódio um alerta sobre a importância dos protocolos de proteção às crianças e da apuração rápida de denúncias de maus-tratos.

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