Uma ação da Polícia Civil de Bauru resultou na prisão em flagrante de um homem de 50 anos por furto de energia elétrica, nesta quarta-feira (7). O trabalho foi desenvolvido pelo Setor de Investigações Gerais (SIG) da Central de Polícia Judiciária (CPJ) da cidade.
Os policiais civis também avançaram nas investigações sobre a receptação qualificada de equipamentos furtados em Bauru. Receptação qualificada é o crime de comprar, guardar ou revender produto de origem criminosa, em uma situação que agrava a pena.
Os trabalhos começaram com a apuração de um furto de ferramentas ocorrido recentemente na cidade. A partir das diligências, os policiais localizaram e recuperaram uma máquina de solda, uma tupia e uma esmerilhadeira, que foram reconhecidas e devolvidas à vítima.
Segundo a polícia, as investigações permitiram identificar os caminhos percorridos pelos objetos depois do crime e as pessoas envolvidas em sua comercialização. Isso levou até um comércio no bairro Fortunato Rocha Lima, onde foram encontrados elementos que indicam a prática de receptação qualificada.
O local também era usado para atividade de reciclagem sem autorização dos órgãos competentes. Com o apoio de equipes da prefeitura, por meio da Secretaria de Planejamento e da Vigilância Sanitária, foram constatadas várias irregularidades administrativas, e o comércio foi interditado.
Durante a mesma fiscalização, foi identificada uma ligação clandestina de energia elétrica no estabelecimento — o chamado "gato". A perícia criminal compareceu ao local e confirmou que o imóvel estava conectado diretamente à rede pública de distribuição, sem o medidor regular de consumo.
Por causa da constatação do crime, o responsável pelo comércio foi preso em flagrante por furto de energia elétrica. A Polícia Civil prossegue com as investigações para apurar a prática de receptação qualificada e a eventual participação de outras pessoas na comercialização de objetos de origem ilícita.
A operação em Bauru uniu o trabalho de investigação policial e a fiscalização administrativa da prefeitura em um mesmo endereço, o que resultou na interdição do comércio e na prisão do responsável. O caso segue em apuração pela Polícia Civil, que busca identificar outros possíveis envolvidos na venda dos equipamentos furtados.



