O auxiliar de serviços gerais Carlos Alberto dos Reis fraturou o ombro direito ao cair enquanto lavava uma marquise, no começo deste ano, em Bauru. Desde então, passou por vários médicos e recebeu encaminhamento para cirurgia, mas ainda não foi atendido. Sem conseguir trabalhar porque perdeu parte dos movimentos do braço, ele deixou de receber o benefício do INSS e não sabe como vai sustentar a casa.
Segundo relato do próprio Carlos, o acidente ocorreu há cerca de sete meses. Ele conta que escorregou na marquise mesmo usando bota de trabalho e, ao cair, bateu o braço para segurar o peso. Depois disso, foi atendido na UPA, onde tomou remédio e a dor passou por alguns dias. Com o tempo, porém, o braço começou a apresentar dificuldade para levantar, e ele foi afastado pelo médico com atestados de 10 e 15 dias.
Durante seis meses, Carlos recebeu o benefício do INSS, no valor de aproximadamente um salário mínimo, o que garantiu o sustento da casa. Agora, com o fim do prazo do benefício, ele está sem trabalhar e sem renda. Para sobreviver, ele e a esposa produzem doces e pães para vender, como pão, nhoque e doce de compota de figo. A esposa, que é manicure, ajuda no que pode, mas a situação é difícil.
Os exames apontam que Carlos precisa de cirurgia. Ele está na fila do estado aguardando ser chamado. A Secretaria de Saúde do Estado informou que o ambulatório médico de especialidades de Bauru entrará em contato com o paciente nos próximos dias para informar sobre o agendamento.
O caso expõe a situação de trabalhadores que, após sofrerem acidentes e ficarem impossibilitados de exercer a função, enfrentam a demora na fila da cirurgia e o corte do benefício previdenciário. Em Bauru, a espera por atendimento especializado e a dependência do INSS impactam diretamente famílias que perdem a renda e precisam buscar alternativas informais para sobreviver.
