Denúncias apontam um descarte irregular de medicamentos e suplementos na região central de Bauru. Imagens enviadas à redação mostram embalagens de produtos vencidos em uma caçamba localizada na Travessa Baden Powell, próximo à avenida Nações Unidas, na região da Praça do Líbano.
Entre os itens encontrados estão recipientes de suplementos em cápsulas com indicação de ação diurética e de fortalecimento da imunidade. Também havia um frasco com capacidade para 1 litro, identificado como "benzoato de benzila puríssimo", composto químico usado na fabricação de medicamentos, cosméticos e produtos veterinários.
Pela imagem, não é possível determinar se o frasco está cheio ou vazio. No entanto, produtos químicos e medicamentos devem receber destinação adequada, conforme as orientações sanitárias e ambientais aplicáveis, e não devem ser descartados indiscriminadamente no lixo comum.
Desde 2025, Bauru conta com a Lei Municipal nº 6.718, que estabelece a obrigatoriedade de farmácias, drogarias e unidades de saúde disponibilizarem recipientes para o descarte de medicamentos e produtos de perfumaria com prazo de validade vencido.
A legislação também determina que os estabelecimentos estruturem e implementem sistemas de logística reversa — ou seja, o recolhimento e a destinação correta dos produtos e das embalagens depois do uso — para garantir o destino ambientalmente adequado dos itens abrangidos pela norma.
Em caso de descumprimento, a lei prevê multa de "100 Unidades Fiscais do Estado de São Paulo" (Ufesp). Em 2026, cada unidade corresponde a R$ 38,42, o que resulta em uma penalidade de R$ 3.842.
A reportagem procurou a Prefeitura de Bauru para comentar o descarte registrado na região central e esclarecer quais medidas podem ser adotadas diante do caso.
O caso chama atenção para o papel da lei municipal na rotina de quem mora em Bauru: remédios vencidos devem ser entregues nos pontos de coleta mantidos por farmácias, drogarias e unidades de saúde, e não jogados em caçambas ou no lixo comum.



