A Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB) da USP está selecionando pacientes voluntários com diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA) para uma pesquisa de doutorado. O estudo é conduzido por Isis Raquel Ghelardi, aluna do Programa de Pós-Graduação em Ciências Odontológicas Aplicadas, sob orientação do professor Paulo Sérgio da Silva Santos e coorientação de Talita Mendes Oliveira Ventura.
O projeto se chama "Análise do Perfil Proteômico Salivar de pacientes com diagnóstico do Transtorno do Espectro do Autismo" e busca entender as características da saliva dessas pessoas.
Quem pode participar
O público-alvo são pessoas com diagnóstico confirmado de TEA e definição do nível de suporte necessário, com idade entre 5 e 25 anos. A participação é voluntária.
Os interessados devem responder a um questionário online para uma pré-triagem. Aqueles que cumprirem os pré-requisitos receberão todas as informações do estudo antes de decidir se aceitam participar. A pesquisadora entrará em contato com os que preencherem corretamente o formulário, por isso é importante informar um contato válido. Informações adicionais podem ser obtidas pelo e-mail isisraquel@usp.br.
Objetivo da pesquisa
O estudo pretende analisar as características salivares específicas de pessoas com TEA e correlacioná-las com os diferentes níveis de suporte. A ideia é verificar se esse tipo de exame pode se tornar uma ferramenta de diagnóstico mais precisa, rápida, não invasiva e com menor desconforto.
As coletas de saliva não estimulada serão feitas no Centro de Pesquisa Clínica da FOB-USP. Depois, as amostras serão analisadas no Laboratório de Bioquímica da FOB-USP para identificação de proteínas salivares.
O que é o TEA
O Transtorno do Espectro do Autismo é um transtorno do neurodesenvolvimento de causa não esclarecida que provoca alterações comportamentais, déficit de comunicação e interação social, com gravidade variando de leve a severo e manifestações que comprometem habilidades físicas, psicológicas, emocionais e sociais.
Atualmente, o diagnóstico é feito por diferentes especialistas por meio de análise clínica do indivíduo e da família ao longo de várias sessões. Esse processo pode ser desconfortável, custoso e sujeito a variações de julgamento por ser subjetivo, mesmo com critérios a serem seguidos.
A literatura já identificou proteínas salivares específicas em pacientes com TEA. A pesquisa quer confirmar esses resultados e comparar as características salivares de pessoas com e sem o transtorno, considerando a análise salivar como possível método diagnóstico.
A saliva, importante para a saúde bucal, contém diversos biomarcadores que permitem estabelecer prognóstico, manejo e monitoramento de doenças sistêmicas e neurológicas.
Entenda os termos:
- Proteômico: relativo ao conjunto de proteínas presentes em uma amostra, como a saliva.
- Biomarcadores: substâncias que podem indicar a presença de uma doença ou condição.
- Níveis de suporte: classificação que indica o grau de apoio necessário para a pessoa com TEA.
A pesquisa da FOB-USP representa uma frente de estudo em Bauru que pode beneficiar famílias e pacientes com autismo, ao buscar um diagnóstico menos invasivo e mais objetivo. A participação de voluntários é essencial para o avanço do conhecimento sobre o TEA.
