Uma funcionária de uma loja em Lins, cidade a 102 quilômetros de Bauru, foi presa em flagrante por policiais civis da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) no início da noite desta quinta-feira (29). Segundo a Polícia Civil, ela furtou pratos com decoração natalina que, de acordo com o próprio relato, seriam usados em sua residência durante a ceia.
A mulher, de 24 anos, permaneceu à disposição da Justiça aguardando a apresentação na audiência de custódia nesta sexta-feira (30). A audiência de custódia é a etapa em que um juiz analisa, logo após a prisão, se ela foi legal e se o detido pode responder ao processo em liberdade.
A investigação começou depois que o proprietário da loja procurou a polícia e relatou o desaparecimento recorrente de produtos do estoque. Na mesma data, a funcionária teria sido vista colocando mercadorias em sua mochila pessoal.
Com essas informações, os policiais civis fizeram diligências nas proximidades do estabelecimento e, por volta das 18h, abordaram a suspeita quando ela deixava o local de trabalho.
Durante a abordagem, os agentes encontraram escondidos no fundo da mochila 15 produtos da loja: pratos decorativos natalinos e um pote de vidro, avaliados em aproximadamente R$ 90,00. As mercadorias tinham etiquetas do estabelecimento e não haviam sido pagas.
Levada à DIG, a mulher confessou a subtração dos produtos e disse que pretendia usá-los na decoração de Natal de sua casa. As mercadorias furtadas foram devolvidas ao proprietário da loja.
Ainda durante as diligências, surgiram informações sobre outro possível furto ocorrido antes no estabelecimento, envolvendo R$ 100,00 retirados da bolsa de uma funcionária. Esse caso também será investigado.
A mulher foi autuada em flagrante pelo crime de furto qualificado por abuso de confiança. Na prática, o furto qualificado é o roubo de bem alheio praticado em circunstância que agrava a pena prevista em lei — neste caso, a quebra da confiança de quem trabalhava no local.
Como a ocorrência é de Lins, o caso segue sob responsabilidade da polícia e da Justiça daquela cidade, sem relação direta com Bauru além da proximidade regional.
