A Vara Regional das Garantias da 3ª Região Administrativa Judiciária (RAJ) – Bauru autorizou as medidas cautelares solicitadas no âmbito da Operação Cavalo de Troia. A operação foi deflagrada nesta quarta-feira (9) pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).
As diligências ocorreram em três cidades: Bauru, Sorocaba e São Paulo. O alvo dos trabalhos é uma suposta fraude em licitação para a concessão do sistema de gestão integrada de resíduos sólidos de Bauru.
O contrato investigado é estimado em R$ 5,2 bilhões e teria duração de 30 anos.
O juiz coordenador da Vara Regional das Garantias de Bauru, Josias Martins de Almeida Júnior, analisou os elementos apresentados pelo Ministério Público e deferiu os pedidos. Foram autorizados mandados de busca e apreensão e mandados de prisão.
A decisão também prevê medidas constritivas, entre elas bloqueios de bens e de dinheiro dos investigados. Segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo, a autorização foi concedida pela Vara Regional das Garantias da 3ª RAJ, responsável pela análise de pedidos dessa natureza na região de Bauru.
A operação reúne esforços do Gaeco, órgão do Ministério Público voltado ao combate ao crime organizado, e contou com diligências em municípios de diferentes regiões do Estado de São Paulo.
O caso envolve a contratação do sistema de gestão integrada de resíduos sólidos, serviço que abrange a coleta, o tratamento e a destinação final do lixo produzido na cidade. A licitação investigada previa uma concessão de três décadas, com valor estimado em bilhões de reais.
A reportagem foi divulgada pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo com a assinatura da decisão pela Vara Regional das Garantias da 3ª RAJ – Bauru, publicada em 9 de setembro de 2026.
Para Bauru, o desdobramento da Operação Cavalo de Troia coloca sob escrutínio judicial um dos contratos mais valiosos já discutidos no município, justamente na área de resíduos sólidos, serviço essencial para a saúde pública e para o meio ambiente. A tramitação na Vara Regional das Garantias e a atuação do Gaeco em três cidades reforçam o acompanhamento institucional sobre a concessão, enquanto as medidas deferidas — buscas, prisões e bloqueios patrimoniais — buscam preservar provas e evitar prejuízos aos cofres públicos durante a investigação.