Mensagens enviadas em um grupo de WhatsApp por Pâmela Letícia Nolastro Cunha, de 29 anos, ajudaram a Polícia Civil a localizar o corpo e o carro da motorista de aplicativo, encontrada morta nesta quinta-feira (8) em Piratininga (SP). A informação foi relatada por Stefânia Nolastro Cunha, irmã da vítima, em entrevista à TV TEM.
Segundo Stefânia, o alerta sobre o paradeiro de Pâmela começou a surgir após o contato com outros motoristas. "De repente começamos a encontrar os amigos dela que também são Uber e começaram as pistas", explicou a irmã.
A motorista saiu para trabalhar por volta das 6h de quarta-feira (7) e manteve contato com a filha até cerca de 14h. Depois desse horário, a família perdeu qualquer comunicação com ela. Ao perceberem que Pâmela não havia retornado para casa, os parentes foram à delegacia na manhã de quinta-feira (8) para registrar o boletim de ocorrência de desaparecimento.
"Ela manteve o contato com a filha até por volta de 14h da tarde. Depois disso a gente perdeu totalmente a comunicação com ela, ela não dormiu em casa, não deu notícias. Hoje de manhã a gente tentou contato e a gente não conseguiu, aí a gente foi na delegacia, fez o boletim de ocorrência", relatou Stefânia.
Em um print da conversa, Pâmela informou que estava havia dez minutos com um passageiro no Museu do Café, em Piratininga, e que o homem enfrentava dificuldades para pagar a corrida, além de ter pendências. A motorista também enviou a localização exata de onde estava. Na mensagem, ela escreveu: "Vim parar aqui no museu do café em Piratininga. Já faz 10 minutos que tô aqui com o cara. E ele diz que não consegue entrar no banco. Estou aqui com o carro aguardando".
O último passageiro é considerado suspeito e é procurado pela Polícia Civil.
A família de Pâmela registrou o boletim de ocorrência por desaparecimento logo após perder o contato com a jovem. Os parentes estranharam o fato de o telefone celular dela estar desligado e de o veículo ter sumido.
Ainda na tarde de quinta-feira (8), o automóvel da motorista foi localizado abandonado na Rua São Januário, no Jardim Redentor, em Bauru (SP), com manchas de sangue.
A Polícia Civil investiga as circunstâncias do crime para apurar a autoria e determinar a causa exata da morte.
O caso segue em investigação, e a polícia busca identificar e localizar o suspeito. A família aguarda respostas sobre as circunstâncias que levaram à morte de Pâmela.
