Uma jovem de 21 anos foi presa na noite desta quinta-feira (15) no Núcleo Mary Dota, em Bauru, apontada como autora de crime de racismo. A vítima é uma cozinheira de 44 anos, que aluga uma edícula nos fundos da casa onde mora, na frente. A informação consta do boletim de ocorrência.
De acordo com o registro policial, a prisão aconteceu depois de uma denúncia feita por telefone. Policiais militares foram até o endereço da vítima e confirmaram que ela mora na casa da frente e que a indiciada é sua inquilina, ocupando a edícula nos fundos do terreno.
Segundo o BO, havia atraso no pagamento do aluguel, o que gerava discussões entre as duas. A vítima relatou aos policiais que teve acesso a mensagens de WhatsApp encaminhadas a ela, nas quais a jovem a ofendia por causa da cor de sua pele. Em uma das mensagens, conforme o documento, a indiciada chamou a cozinheira de “macaca preta”.
Questionada pelos agentes de segurança, a jovem admitiu que escreveu as ofensas racistas contra a dona do imóvel que aluga. Ela afirmou, no entanto, que não se considera uma pessoa racista.
Diante dos fatos, os policiais deram voz de prisão à jovem e a conduziram à delegacia. A prisão foi ratificada, ou seja, confirmada pela autoridade policial, pelo crime de racismo. A indiciada não teve direito à fiança e permaneceu à disposição da Justiça.
Conforme a Lei nº 14.532/2023, a pena para racismo e injúria racial é de 2 a 5 anos de reclusão, além de multa. A lei equipara a injúria racial ao crime de racismo, tornando a conduta mais grave e sujeita a punições mais severas.
Entenda os termos:
- Boletim de ocorrência (BO): registro oficial feito pela polícia sobre um fato criminoso ou uma ocorrência atendida.
- Voz de prisão: ato pelo qual o policial informa ao suspeito que ele está detido.
- Prisão ratificada: confirmação da prisão pela autoridade policial responsável na delegacia.
- Injúria racial: ofensa à dignidade de alguém por causa de sua raça, cor, etnia ou origem.
- Reclusão: tipo de pena de prisão, cumprida em regime fechado, semiaberto ou aberto.
O caso reforça a atenção das autoridades de Bauru para os crimes de racismo e injúria racial, que seguem sendo registrados na cidade e podem ser denunciados por telefone, como ocorreu nesta ocorrência. A prisão sem direito a fiança mostra que a Justiça trata esse tipo de crime com rigor, e a vítima, uma moradora do Mary Dota, teve sua denúncia atendida pela Polícia Militar.
FONTES: Fonte 1: https://96fmbauru.com.br/policia-prende-jovem-por-crime-de-racismo-em-bauru
Fonte 2: https://sampi.net.br/bauru/noticias/3011980/policia/2026/10/policia-prende-jovem-por-crime-de-racismo-em-bauru
