A Polícia Civil prendeu três pessoas na manhã desta sexta-feira (2) durante uma operação que investiga a morte da advogada e fisiculturista Larissa Nunes Rossini, ocorrida em março deste ano em Bauru. Segundo as investigações, ela morreu após um infarto fulminante causado pelo uso de anabolizantes. As informações são da Record Paulista.
Foram cumpridos mandados de busca em uma academia e em uma clínica na zona sul da cidade. Na clínica, funciona o consultório de um médico apontado como envolvido no esquema. A proprietária do imóvel informou que aluga a sala para o clínico geral e que nem a direção nem os funcionários sabiam das atividades criminosas que seriam praticadas no local. O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) acompanhou a ação, e a Vigilância Sanitária interditou o espaço usado pelo médico. A clínica segue funcionando normalmente.
Segundo a polícia, o médico acompanhava Larissa, prescrevia e monitorava o uso de substâncias por meio de mensagens. Na casa dele, foram encontradas substâncias, entre elas Tiras Hepática, em nomes de familiares, o que causou estranheza. A investigação aponta que as principais provas estão no celular da vítima, com mensagens que mostram a prescrição de um medicamento de uso veterinário, utilizado em cavalos para ganho de massa muscular, o Clenbuterol. Ela usava de 4 a 5 mg mais de uma vez ao dia, segundo os protocolos passados pelo médico e pelo preparador físico.
O advogado do médico e a advogada que representa um dos educadores físicos preferiram não se pronunciar. A polícia trabalha com a possibilidade de associação criminosa e homicídio, que pode ser culposo ou doloso, dependendo das comprovações. As investigações buscam apurar se o médico e os profissionais de educação física tinham consciência do risco de morte e assumiram esse risco. A causa da morte foi cardiopatia e edema agudo de pulmão.
O caso chama a atenção para os riscos do uso indiscriminado de anabolizantes, especialmente em academias, e para a necessidade de fiscalização de profissionais que prescrevem essas substâncias. A morte de Larissa, que era advogada e atleta, mobilizou a comunidade local e segue sob investigação.
