O indiciado João Vitor Andrade Lima, de 23 anos, confessou ter matado a motorista de aplicativo Pâmela Letícia Nolastro Cunha, de 29 anos, e afirmou que a escolha da vítima foi "aleatória". A declaração, divulgada nesta quinta-feira (15), causou revolta entre moradores de Bauru e Piratininga, principalmente entre profissionais que trabalham como motoristas de aplicativo. O crime ocorreu na última quinta-feira (8).
De acordo com o delegado Cledson Nascimento, responsável pela investigação da Delegacia de Homicídios, o indiciado confessou que a escolha foi aleatória porque queria roubar o carro. No entanto, essa versão ainda precisa ser confirmada com dados solicitados pela Polícia Civil à plataforma do aplicativo. As informações serão encaminhadas após autorização judicial, já deferida pelo juiz da comarca de Piratininga.
Conforme noticiado, os investigadores da Delegacia de Homicídios da Polícia Civil de Bauru constataram provas substanciais que apontam o indiciado como autor do assassinato da jovem, que residia em Piratininga, cidade a 13 quilômetros de Bauru. Em seu primeiro depoimento, João Lima alegou que não havia matado a vítima, mas apenas usado sua conta no aplicativo para pedir uma "corrida" para outro indivíduo, e que esse desconhecido teria praticado o homicídio. A Polícia Civil, porém, obteve evidências de que ele mentiu e de que não havia nenhum outro envolvido. Diante disso, ele recuou da alegação inicial e admitiu o crime, permanecendo preso.
Ainda segundo o delegado, o indiciado disse que pretendia subtrair o veículo para que fosse repassado a traficantes, "encomendado" para servir como "moeda de troca" na aquisição e no transporte de drogas no Paraguai, em troca de R$ 2 mil. A faca utilizada no crime foi apreendida próxima ao local onde o corpo de Pâmela foi localizado, em Piratininga, e está sob análise da perícia.
O corpo da jovem foi encontrado na tarde de quinta-feira (8), em uma estrada de terra na zona rural de Piratininga, a 13 quilômetros de Bauru. Ela foi morta com vários golpes de arma branca.
O suspeito, morador do Jardim Redentor, em Bauru, foi preso no início da madrugada desta sexta-feira (9), na casa da namorada, também no Jardim Redentor, pela equipe da Deic (Delegacia de Investigações Criminais). Ele confessou que receberia R$ 2 mil para levar o veículo roubado para Bauru e, para isso, teria utilizado seu cadastro no aplicativo para solicitar uma corrida com a vítima. A Polícia Civil solicitou a prisão temporária do suspeito, e as investigações continuam.
O velório de Pâmela está acontecendo no Centro Velatório da Funerária Terra Branca, em Piratininga, e o sepultamento está marcado para as 10h desta sexta-feira (9), no cemitério municipal da cidade.
A morte de Pâmela Letícia Nolastro Cunha mobilizou as forças de segurança da região. O crime, que vitimou uma motorista de aplicativo, levanta discussões sobre a segurança dos profissionais que trabalham com transporte por aplicativo. As autoridades seguem investigando o caso para esclarecer todos os detalhes.
Entenda os termos:
- Latrocínio: roubo seguido de morte.
- Indiciado: pessoa formalmente acusada pela polícia, mas que ainda não foi julgada.
- Prisão temporária: prisão usada durante a investigação, com prazo definido.
- Deic: Delegacia de Investigações Criminais.
- Perícia: análise técnica feita por especialistas para esclarecer o crime.
FONTES: Fonte 1: https://sampi.net.br/bauru/noticias/3010368/policia/2026/10/suspeito-diz-que-roubo-do-carro-de-pamela-foi-encomendado
Fonte 2: https://96fmbauru.com.br/bauru-assassino-de-pamela-diz-que-vitima-foi-escolha-aleatoria
